Análise Laboratorial de Identificação de Conformidade em Óleo Lubrificante para Máquinas e Equipamentos da Industria e Confecção do Laudo Técnico
A Análise Laboratorial de Óleo Lubrificante tem como objetivo principal avaliar as condições físicas e químicas do lubrificante utilizado em máquinas e equipamentos industriais. Ela permite identificar possíveis problemas e desgastes, garantindo a eficiência do processo de lubrificação e contribuindo para o aumento da vida útil dos equipamentos. Sendo uma técnica de manutenção preditiva que indicando falhas ainda em estágios iniciais que podem estar ligadas à lubrificação ou não.
O óleo lubrificante é fundamental para o correto funcionamento das máquinas industriais, reduzindo o atrito entre as peças móveis, diminuindo o desgaste e prolongando sua vida útil. Além disso, o óleo lubrificante também ajuda a resfriar as partes em movimento e a protegê-las da corrosão. São avaliados os parâmetros como viscosidade, acidez, ponto de fulgor, teor de água, presença de impurezas e até a detecção de metais presentes no óleo lubrificante. Através dessas análises, é possível determinar se o óleo está em condições adequadas para lubrificar e resfriar as máquinas de forma eficiente, prevenindo falhas e reduzindo custos com manutenções não planejadas. Desempenhando um papel fundamental na gestão da manutenção, permitindo a identificação precoce de problemas e contribuindo para a eficiência e confiabilidade dos equipamentos industriais.
Esta análise traz diversos benefícios para a manutenção e gestão dos equipamentos industriais, como:
Antecipação de falhas: A análise de óleo lubrificante permite identificar precocemente possíveis defeitos nos equipamentos, possibilitando ações preventivas antes que ocorra uma falha. Isso ajuda a reduzir o tempo de parada das máquinas e evita perda de produção.
Redução de custos com manutenção: Através dos testes em óleo lubrificante, é possível saber se os equipamentos estão com desgastes que possam ameaçar sua vida útil. Com essa informação, é possível realizar a manutenção preventiva, evitando a necessidade de manutenção corretiva, que geralmente é mais cara e demorada. Além disso, a análise de óleo lubrificante ajuda a reduzir os custos com a compra de componentes de reposição, pois os componentes instalados podem trabalhar sob condições ótimas de lubrificação e ter sua vida útil aumentada.
Aumento de produtividade: Avaliar a qualidade do óleo lubrificante na manutenção preditiva ajuda a aumentar a produtividade e permite que as máquinas operem com mais eficiência e por mais tempo. Consequentemente, as máquinas ficam menos tempo paradas e a produção é mantida em níveis mais elevados. Além disso, a análise de óleo lubrificante ajuda a identificar as causas raiz dos problemas, levando as empresas a tomarem medidas para melhorar a eficiência operacional.
Aumento da vida útil dos equipamentos: Através da análise de óleo lubrificante, é possível programar as intervenções de manutenção com base na condição real do equipamento, prolongando sua vida útil. Essa abordagem de manutenção baseada na condição (CBM - Condition Based Maintenance) contribui para a otimização das práticas de manutenção, ajustando os intervalos de troca de óleo, identificando a necessidade de limpeza ou substituição de filtros e prevendo falhas em estágios iniciais.
ESCOPO:
Análise físico-química do óleo: essa análise permite determinar características do lubrificante, como densidade, índice de viscosidade, número de acidez total (TAN), teor de fuligem, presença de água e odor. Esses dados são essenciais para entender a qualidade do óleo e sua influência no desempenho do equipamento;
Análise de contaminação em lubrificantes: essa etapa visa identificar e monitorar a presença de partículas estranhas no óleo lubrificante, que podem resultar de reações químicas, desgaste entre as peças ou substâncias externas. É importante garantir a integridade do lubrificante e a eficiência do equipamento;
Espectrometria para detecção de metais no óleo: essa técnica é utilizada para determinar a presença de elementos químicos no óleo lubrificante. Através da espectrometria é possível identificar metais de desgaste, aditivos e contaminantes na amostra do fluido. A presença desses metais indica se há desgaste nos componentes dos equipamentos;
Ferrografia para análise de desgaste: a análise ferrográfica é realizada para identificar as partículas presentes no óleo lubrificante e determinar a severidade e as causas do desgaste dos componentes metálicos. Esse teste é aplicável a diferentes tipos de fluidos, como diesel, óleo hidráulico e óleo lubrificante;
Viscosidade: A viscosidade é uma das propriedades mais importantes quando se trata do desempenho do óleo lubrificante. Ela representa a capacidade de escoamento do óleo, ou seja, a facilidade com que ele flui. Um óleo mais viscoso é aquele que possui maior resistência ao movimento, enquanto um óleo menos viscoso possui menor resistência. A viscosidade do óleo pode ser afetada pela temperatura, sendo que altas temperaturas diminuem a viscosidade e baixas temperaturas aumentam a viscosidade. A análise de viscosidade é importante para determinar se o óleo está dentro dos níveis de viscosidade aceitáveis para o equipamento em questão;
Ponto de Fulgor: O ponto de fulgor é a temperatura mínima à qual um óleo lubrificante emite vapores que podem ser inflamados. Esse teste é necessário para avaliar a segurança do óleo, pois ele indica a temperatura na qual ele pode pegar fogo em presença de uma fonte de ignição. Através do ponto de fulgor é possível classificar o óleo em relação aos riscos de transporte, armazenagem e manuseio. O ensaio de ponto de fulgor é realizado utilizando-se métodos específicos, como o ASTM D 56 e o ASTM D 92;
Teor de Umidade: A presença de água no óleo lubrificante pode ser prejudicial para os equipamentos. A água pode causar um aumento na viscosidade do óleo, reduzir sua capacidade de suportar cargas e degradar os aditivos presentes. A contaminação por água pode ocorrer em três formas: água dissolvida, emulsionada e livre. A água dissolvida é aquela que não é visível a olho nu, a emulsionada torna o óleo turvo e leitoso, e a livre é aquela que está visível como uma separação de fase. Para determinar a presença de água no óleo, são realizados ensaios utilizando espectroscopia de infravermelho de transformada de Fourier (FTIR) e o método de Karl Fischer. O método de Karl Fischer é mais preciso e pode medir concentrações de água de até 1 ppm;
Acidez: A acidez do óleo lubrificante também pode ser um indicativo de sua qualidade e adequação para uso em determinados equipamentos. A análise de acidez mede a concentração de ácidos presentes no óleo e é utilizada para verificar a adequação do óleo lubrificante para o uso em sistemas específicos. O teste de acidez é realizado por meio da titulação do óleo com uma solução alcalina e é expresso em termos de número de acidez total (TAN). O TAN é uma medida da quantidade de ácido presente no óleo.
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ASTM D471-16a - Método de teste padrão para propriedades da borracha - efeito de líquidos;
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ASTM D2983-22 - Método de teste padrão para viscosidade em baixa temperatura de fluidos de transmissão automática, fluidos hidráulicos e lubrificantes usando um viscosímetro rotacional;
ASTM D4172-21 - Método de teste padrão para características preventivas de desgaste de fluido lubrificante (método de quatro esferas);
ASTM D4683-20 - Método de teste padrão para medição de viscosidade de óleos de motor novos e usados em alta taxa de cisalhamento e alta temperatura por viscosímetro simulador de rolamento cônico a 150 °C;
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ASTM D8120-17 - Método de teste padrão para quantificação de detritos ferrosos;
ASTM D7684-11 - Guia padrão para caracterização microscópica de partículas de lubrificantes em serviço;
ASTM D93-20 - Métodos de teste padrão para ponto de fulgor pelo testador de copo fechado Pensky-Martens;
ASTM D92-18 - Método de teste padrão para pontos de flash e fogo por Cleveland Open Cup Tester.
Foto: Alexgrec - Freepik.com
Depoimentos da Equipe Multidisciplinar

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COORDENADOR MULTIDISCIPLINAR
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